NOVA FCSH | Lisboa | 11 a 13 de abril de 2022

RESUMOS SOPCOM: DI VI – CC

Disrupção Informacional VI: Comunicação d(e) Ciência

A adoção e perceção de uso de videoconferência na comunicação com os públicos em Portugal: resultados do European Communication Monitor 2021  Sónia Pedro Sebastião (ISCSP-UL)

Objetivos do estudo

Com a convulsão provocada pela Pandemia da COVID-19 verificou-se uma profunda disrupção nas formas de informar e comunicar. A incidência da pandemia e as decisões políticas que acompanham sucessivos estados de alerta, calamidade e emergência aceleraram a transformação digital da vida humana e, em particular, do trabalho (OECD, 2020), tendo a videoconferência ganho relevância em contextos laborais. Este artigo tem como objetivo evidenciar como a videoconferência é usada (situação) e percebida (perceção) pelos profissionais de comunicação e relações públicas, em Portugal, tendo por base os resultados do European Communication Monitor 2021. Sobre a situação de uso questiona-se se a videoconferência é usada para comunicar com os públicos organizacionais e que sistemas de videoconferência são maioritariamente usados. Em termos percetivos, procura-se perceber se a videoconferência continuará a ser usadas após a pandemia para comunicar com os públicos, se as organizações e os diferentes públicos apoiam e têm expetativa sobre a continuação do uso da videoconferência.

Abordagem teórica

Sendo um estudo associado à adoção e perceção de uso de tecnologia, recorre-se ao modelo de aceitação da tecnologia, desenvolvido por Davis (1989), assente na teoria da ação racional (Fishbein & Ajzen, 1975) e expandido ao contexto organizacional (Park, et al., 2014; Venkatesh & Bala, 2008).

Abordagem metodológica

Este artigo é desenvolvido tendo por base os dados recolhidos através do European Communication Monitor (ECM) 2021, adotando-se o método dedutivo e uma abordagem quantitativa. A recolha de informação é feita com recurso a um questionário online composto por 37 questões formuladas em língua inglesa. A amostra total é de 2664 e a amostra portuguesa é de 108. Os resultados apresentados são baseados nas respostas dos profissionais de comunicação e relações públicas a atuarem em Portugal, contudo, sempre que pertinente são feitas comparações com os resultados europeus.

Resultados & Conclusões

Considerando os objetivos deste artigo foram analisadas 10 questões que incluem a caracterização situacional e a identificação de perceção sobre o uso da videoconferência. Em termos situacionais, é evidenciada a generalização do uso da VC na Europa, destacando-se o uso de equipamentos com ecrãs de mesa e incorporados (computador e portátil). O sistema de VC mais usado na Europa é o Cisco Webex, enquanto em Portugal se destaca o MS Teams seguido do Zoom.

Ao nível percetivo, os resultados mostram que os inquiridos consideram ter capacidades e apoio organizacional para usar a VC na comunicação com os públicos, não identificando grande obviação. Ao nível das expetativas, os inquiridos consideram que tanto os seus pares como os seus clientes valorizam o uso da VC e esperam que continue a ser utilizada na comunicação com os públicos. A intenção de uso futuro da VC é positiva para a comunicação com os públicos, independentemente de se manter a situação pandémica. Verifica-se, desta forma, a relevância da variável situacional na aceitação da tecnologia, complementando aspetos individuais e organizacionais.

Palavras-chave: Comunicação com os públicos; videoconferência; modelo de aceitação da tecnologia; método dedutivo; inquérito por questionário.

A importância de achatar a curva: a narrativa de risco sobre a Covid-19 como elemento de comunicação estratégica de ciência Teresa Ruão & Sónia Silva (ICS-UM)

Quando a pandemia de COVID-19 foi assumida pela OMS, em Março de 2020, todos os campos científicos se mobilizaram para dar resposta a esta crise de saúde pública. Neste contexto, as mensagens sobre os riscos epidémicos multiplicaram-se no espaço público, nomeadamente as que tiverem origem nas autoridades de saúde nacionais e internacionais e que foram repetidas, ampliadas e simplificadas pelos média um pouco por todo o mundo. Ora, umas das mensagens que mais se destacou internacionalmente, nos primeiros meses da crise, foi a da necessidade das populações adotarem comportamentos que contribuíssem para o “achatamento da curva”. Esta expressão foi recuperada de textos científicos e popularizada por porta-vozes do setor da saúde, por políticos e pelos meios de comunicação social para legitimar a introdução de medidas de distanciamento social na luta contra a COVID-19.

Na verdade, a expressão “achatar a curva” procurou explicar a complexa relação de três elementos fundamentais ao controlo da pandemia: a forma da curva epidémica (ou a sua progressão), as medidas de distanciamento social (ou modos de mitigação) e o número de reprodução R0 (ou ritmo de propagação). A comunicação da relação entre estes três fatores recorreu a representações gráficas que simplificavam modelos epidémicos clássicos e procuravam demonstrar a importância de manter a contaminação tão baixa quanto possível para evitar o colapso dos hospitais. E de modo a facilitar a compreensão do funcionamento da epidemia e conseguir a colaboração das populações, os gráficos eram então acompanhados da mensagem de que o controlo da pandemia passaria pela nossa capacidade de “achatamento da curva”, ou seja, de diminuição da velocidade da sua propagação (lavando as mãos com frequência, adotando a etiqueta respiratória e mantendo o distanciamento social). Assim, a metáfora do “achatamento da curva” correspondia a uma intenção de nivelar também a compreensão de um fenómeno de uma enorme complexidade natural e social, a pandemia (Boumans, 2020), e foi replicada em todo o mundo.

Um ano depois do aparecimento desta metáfora na comunicação de risco da COVID-19, entendemos que esta poderia constituir um bom estudo de caso para analisar o uso do modelo de Comunicação Estratégica no processo de Comunicação de Ciência a públicos não especializados. Pretendemos, portanto, discutir o uso de narrativas simplificadas nas estratégias da comunicação de ciência, destinadas a promover a compreensão pública do trabalho científico. Consideramos que a metáfora do “achatamento da curva” constituiu uma âncora estratégica usada para comunicar o risco de propagação viral e, com o nosso estudo, procurámos perceber se o seu uso seguiu os pressupostos básicos da Comunicação Estratégica.

Para testar esta nossa hipótese e responder à interrogação, foi adotada uma metodologia longitudinal qualitativa que pretendeu reconstituir o aparecimento da metáfora nos média (com origem num artigo do The Economist, em Fevereiro de 2020, replicando um modelo desenvolvido pelo Center for Disease Control and Prevention em 2017) e perceber o seu impacto. 

Os resultados deste estudo mostraram que, embora a metáfora não tenha sido desenvolvida de forma planeada, acabou por incorporar alguns dos princípios básicos do modelo de Comunicação Estratégica e transformou-se na imagem mais forte dos primeiros meses da pandemia. Assim, consideramos que estas aprendizagens podem ser uteis para discutir o contributo que a Comunicação Estratégica pode trazer ao campo da Comunicação de Ciência, tradicionalmente mais conservador e assente em propósitos de divulgação mais do que de comunicação.

Boumans, M. J. (2021). Flattening the Curve is Flattening the Complexity of Covid-19, History and Philosophy of the Life Sciences, 43(1), 1-15.

Palavras-chave: comunicação estratégica; comunicação de ciência; comunicação de risco; achatar a curva; COVID-19.

O papel do jornalismo em saúde e a mediatização da Covid-19 em Portugal Sofia Gomes (CECS)

Em dezembro de 2019, deu-se início a uma crise de saúde pública com o surgimento de uma pandemia resultante do novo Coronavírus. Em Portugal, os primeiros casos remontam ao início de março, na região Norte do país. A rápida progressão à escala mundial e o desconhecimento por parte da comunidade científica sobre este vírus valeu a especial atenção dos meios de comunicação que, aceleradamente modificaram as suas agendas e se dedicaram praticamente em exclusivo à difusão de informação sobre o novo Coronavírus.

Equacionando o poder dos média e dando especial atenção às fontes de informação, este trabalho procurou promover uma melhor compreensão da cobertura mediática deste vírus, através da análise dos textos noticiosos publicados em quatro jornais portugueses de expressão online: o Jornal de Notícias, o Público, o Observador e o Notícias ao Minuto. Desta seleção resultaram 280 artigos noticiosos.

Os resultados indicam que, no processo de produção noticiosa sobre o novo Coronavírus, as fontes de informação adquirem um papel fundamental e contrariam as tendências de mediatização da saúde anteriores à pandemia. Embora se trate de um conjunto de artigos noticiosos na área da saúde, os dados recolhidos apontam para a forte presença de fontes de informação externas a este campo, evidenciando-se as fontes políticas, que representam o Governo ou os partidos da oposição. Confirma-se, portanto, a existência de uma elite que reflete uma falta de variedade e de quantidade de fontes nos artigos sobre Covid-19. A informação tem quase sempre a mesma origem e não há diversidade de pontos de vista, parecendo desvalorizar-se o princípio do contraditório. À exceção do papel das fontes de informação, a mediatização da Covid-19 em Portugal não apresentou grandes divergências relativamente às conclusões de estudos anteriores sobre Jornalismo em Saúde, reforçando-se a ideia de que o Jornalismo tem uma responsabilidade social acrescida neste contexto pandémico.

Palavras-chave: Jornalismo em Saúde; Fontes de Informação; COVID-19; Coronavírus.

Do alienismo à psiquiatria, a fotografia como condição do estatuto científico psiquiátrico Mariana Gomes da Costa (NOVA FCSH/ICNOVA)

Quase pari passu com o seu surgimento, no final da década de 1830, a técnica fotográfica foi utilizada pelos meios científicos, mormente pela medicina e pela proto-psiquiatria ou alienismo, como forma de registar experiências, doenças e doentes, rompendo com a supremacia da pintura ou do desenho enquanto técnicas representativas e alterando significativamente o modo de observar o louco ou de retratar os sujeitos alienados. Apropriada pela fisiognomia ou depois pela frenologia, a fotografia assumiu-se como o braço armado de pseudo-ciências que pretendiam relacionar os traços físicos exteriores do indivíduo com os seus traços psíquicos, estabelecendo uma ligação directa entre os planos visível e invisível. Mesmo antes da invenção dos raios X e da transparência que conferiram ao corpo, já a crença na objectividade da fotografia imputava a este médium a possibilidade de ver para além do olho humano, abrangendo aquilo a que Walter Benjamin chamou o inconsciente óptico. Esta comunicação procura refletir sobre o modo como a fotografia pôde alavancar a psiquiatria a disciplina médica, por via da aquisição de um estatuto laboratorial ou experimental que, grosso modo até ao último quartel do século XIX, estava ausente da assistência aos alienados, do tratamento moral que lhes era prestado e de uma concepção não patológica, mas sim social, da loucura. Numa época dominada por concepções estatísticas e métricas do corpo, a fotografia encaixaria nos intuitos da psiquiatria como da antropologia criminal, no sentido de reconhecer criminosos e doentes mentais a partir da identificação de determinadas características físicas, uniformizadas em tipos criminosos ou tipos patológicos. Confrontada com a impossibilidade de detectar lesões orgânicas responsáveis pela patologia mental, a psiquiatria fixou a identidade do doente mental a partir dos estigmas da sua degenerescência revelados na e pela imagem fotográfica. Mais do que uma prova documental auxiliando a observação clínica, a fotografia constituía-se como fonte da construção psiquiátrica da doença, numa tendência que em Portugal se estende dos trabalhos de Miguel Bombarda, na transição do século XIX, aos de Sobral Cid, entre as décadas de 1920 e 1930. Se a agenda das ciências humanas passou sempre por sancionar o desvio a uma norma pré-estabelecida, a fotografia permitiu comprovar o atavismo fundamental que tornava determinados sujeitos inferiores e, numa fase posterior, indignos de viver. Constituindo-se como instrumento de uma etiologia social e moral que nunca abandonou a psiquiatria, o dispositivo fotográfico serviu à psiquiatria para reforçar o seu saber-poder, de acordo com o laço forte entre eles teorizado por Michel Foucault.

Palavras-chave: Fotografia; Psiquiatria; Degenerescência; Estigmas; Saber-Poder

Reflexões sobre cursos de comunicação de ciência para satisfazer necessidades académicas e profissionais Nuno Domingues (NOVA FCSH/ICNOVA), Patrícia Rosado-Pinto (NOVA Doctoral School) & António Granado (NOVA FCSH/ICNOVA) 

In the last decade, the PhD candidates in Portugal increased. Also, across the OECD countries the same is verified. Nowadays, primarily Doctoral programs designed to the satisfy the needs of academia are outdated regarding the development of society. The usual path of doctorate holders continues to Pos Doc and have a career as investigator or Professor is being less available and increasing numbers of doctorate holders seek employment outside academia. However, the PhD programs are not aligned to it. On one hand, employers’ needs and requirements aren’t met; on the other hand, entrepreneurs don’t feel confidence to pursue their goals. Important skills mismatches can be observed, going from over education and deep focus to lower skills beyond the core research. Such skills are called transferable, transversal, or generic and are crucial to the success outside academia. Doctoral programs designers must identify how to incorporate the many qualifications required by the job market, specifically their goals and outcomes. NOVA’s Doctoral School is aimed at the university’s PhD students and their supervisors and has fifteen training courses running since 2013. The present paper focus on the transition to online distance adaptation of transversal and soft skill courses of NOVA’s Doctoral School with case study of the Science Communication and Social Media for Scientists courses.

Palavras-chave: Doctoral programs; academia employment nexus; soft skills development; teaching reflections; students engagement

Práticas de assessoria de imprensa em contexto de ensino à distância Paula Lobo (ULP/CICANT)

Entendidas, em sentido lato, como responsáveis por assegurar “a gestão da comunicação entre uma organização e os seus públicos” (Grunig e Hunt, 1984:6), as Relações Públicas devem assegurar a gestão estratégica das funções de comunicação das organização com os seus públicos (Grunig e Hunt, 1984; França, 2003), construindo relações duradouras e benéficas para ambas as partes (Grunig e Hunt, 1984; Ferrari, 2003).

A pandemia causada pela COVID-19 estabeleceu novos desafios em todas as áreas da sociedade. No ensino superior, estudantes e docentes passaram a utilizar plataformas de ensino online para colmatar o distanciamento social imposto e cumprir o calendário escolar com a “normalidade” possível.

A unidade curricular “Assessoria de Comunicação” do terceiro ano da licenciatura em Comunicação Social do Instituto Politécnico de Viseu previa a realização de um trabalho prático em contexto real de trabalho. Confrontados com uma súbita necessidade de mudança de planos e considerando a motivação para a mobilização civil no combate à pandemia manifestada pela turma, remetida ao isolamento domiciliário, foi desenvolvida uma parceria entre os alunos do 3º ano de Comunicação Social e o Grupo Norte em Ação.

O Grupo “Norte em Ação” foi fundado a 27 de março e constituiu-se como uma rede de entreajuda para a produção de Equipamentos de Proteção Individual (EPI’s) e procurava comunicar com públicos diversos e relativamente vastos, com diferentes graus de envolvimento e motivação, quer para ajudar, quer para serem ajudados.

No seguimento da identificação deste problema, foi realizada uma proposta de colaboração entre a turma e o Grupo que consistiu na constituição de um gabinete de Assessoria de Comunicação.

Os estudantes passaram pelas quatro fases do planeamento estratégico de comunicação (Steyn, 2007) sob supervisão da docente e mediante as solicitações das Fundadoras do “Norte em Acção”. As quatro fases foram acontecendo em simultâneo mediante o diagnóstico de novas necessidades ou a necessidade de retroalimentar o processo previamente delineado. As reuniões bissemanais (por vezes, diárias da equipa) permitiram agilizar uma melhor articulação entre as tarefas a realizar por cada elemento da turma, inserido numa das quatro equipas/áreas de atuação.  

Foram contabilizadas as notícias publicadas que resultaram do contacto com os media, o aumento do número de matéria-prima recolhida, o aumento substancial do número de voluntários, a criação e gestão de um website e das redes sociais.

O fim do semestre levou a um abrandamento do grupo “Norte em Acção”, fosse porque houve um relaxamento das medidas de confinamento (Público, 19/04/2020) e uma descida dos números de contágio ou porque os alunos cessaram a colaboração com o Grupo.

A inexistência de gabinetes de comunicação em organizações que lutam pela sobrevivência e que têm pouco conhecimento sobre o papel da gestão estratégica das Relações Públicas será um dos motivos pelos quais a integração de práticas academia-sociedade terão de ser repensados pois, apesar de serem um bom laboratório para os estudantes serão incapazes de produzir resultados ao longo do tempo ou de gerar relacionamentos a longo prazo com os públicos.

Palavras-chave: assessoria de comunicação; relações públicas; pandemia;  sociedade civil.

A comunicação sobre o clima: a disrupção contemporânea Sandra Pereira, Ana Raposo, Tatiana Nunes (ESCS-IPL)

Enquadramento

Em 1979 reconheceu-se pela primeira vez que as alterações climáticas constituem um grave problema para a vida no nosso planeta, aquando da “Primeira Cimeira Mundial do Clima”, realizada em Genebra, que lançou o Programa Mundial do Clima. Porém, este foi apenas o primeiro passo de inúmeras iniciativas promovidas a nível internacional, que procuraram lançar o debate e chamar a atenção sobre a grave crise ambiental, que ameaça atingir o ponto sem retorno.

Uma das consequências destes debates, protocolos e acordos internacionais são as diretrizes e orientações que as instituições públicas e privadas se veem mandatadas a seguir, para garantir um futuro mais sustentável, transparente e inclusivo. Este é precisamente o repto lançado pelas Nações Unidas aos negócios e às indústrias numa altura em que esta organização assinala o seu 75º aniversário.

Ao mesmo tempo que as empresas se adaptam a estes tempos disruptivos sem precedentes a uma escala planetária, os órgãos de comunicação social tentam acompanhar o coro de vozes que querem mostrar como a vida humana corre perigo em medida da acelerada aniquilação das muitas espécies, que já levaram ao colapso de inúmeros ecossistemas terrestres, adaptando seu discurso e mostrando a realidade como ela é.

Objetivos

Tendo como exemplo o jornal The Guardian, que em 2019 atualizou o seu Livro de Estilo com o objetivo de introduzir termos mais adequados para descrever a crise ambiental no mundo, propomos analisar os Livros de Estilo de cinco dos maiores e mais relevantes órgãos de comunicação social do jornalismo impresso do nosso país, no sentido de verificar se apresentam a mesma tendência. A questão de partida para este estudo visa saber qual a preponderância do uso dos conceitos de “alterações climáticas” e de “crise climática” ao longo dos últimos dez anos nos Livros de Estilo da grande imprensa nacional?

Metodologia

A metodologia seguida na presente análise será mista, com recurso a técnicas de recolha de dados qualitativas e quantitativas. Primeiramente, pretende-se realizar uma análise de conteúdo aos Livros de Estilo, avaliando os conceitos de “alteração climática” / “crise climática”, contabilizando a frequência dos mesmos, e captando a relação entre estes. Posteriormente, serão realizadas entrevistas aos editores / redatores-chefe dos órgãos de imprensa em estudo.

Resultados

Com este estudo, que integra um projeto mais alargado no contexto da comunicação corporativa onde existe ainda parca produção teórica sobre esta temática, queremos promover o reconhecimento da importância da comunicação para a mudança social e de comportamento na área do clima, equacionando o papel que os órgãos de imprensa têm na aproximação ao atual discurso científico e em linha com as preocupações da Década de Ação, um plano global definido pela Organização das Nações Unidades até 2030 que procura mobilizar governos, empresas e os indivíduos para contribuírem para um futuro mais sustentável e justo.

Palavras-chave

Comunicação sobre o clima; Crise climática; Livro de Estilo da imprensa; Década da Ação da ONU.