NOVA FCSH | Lisboa | 11 a 13 de abril de 2022

RESUMOS SOPCOM: DS IV – VP

Disrupção e Sociedade IV: Vivendo (n)a Pandemia

Memória à medida? Como a pandemia Covid-19 combinou passado e presente Vítor de Sousa (UM)

A pandemia da Covid-19 trouxe de volta memórias de pandemias passadas, não só no que respeita ao número de mortes, mas também nas soluções adotadas e na comparação experiencial. No início da pandemia, as “pragas negras” do passado foram relembradas, com insistência: Gripe de Atenas (430-426 aC), Peste Antonina (desde 130 dC), Peste Cipriana (251-270 dC), Peste Justiniana (541-750 AC), Peste Negra (1346-1353), Gripe Espanhola (1918-1920), Gripe Asiática (1957-1958), Gripe de Hong Kong (1968-1969) e SIDA (desde 1981), entre outras.


Numa época em que o confinamento domiciliário se tornou a regra, o consumo desse imaginário pandémico pela via ecrãnica e digital ganhou ainda mais destaque. Instalou-se, por esta via, um imaginário pandémico, enquadrando uma paisagem, também ela imaginária, ao mesmo tempo que se desenvolvia um intelecto pandémico racionalizado para o qual muito contribuíram os média.
Para além do imaginário, as práticas sociais foram também afetadas. A ecranização da vida quotidiana ao longo do período pandémico fortaleceu os cinco grandes efeitos sociotécnicos que condicionam a informação e a forma como ela articula a memória e o presente: ubiquidade, instantaneidade, aceleração, mobilização e presentismo. A compressão espácio-temporal no período pandémico foi avassaladora. As restrições de diversas práticas sociais evidenciaram um estilhaçamento das teorias canónicas de Newton, fazendo-se olhar para as de Einstein, que incluíam tempo e espaço juntos e não vistos de forma separada, pelo que se torna difícil ter certeza sobre a dinâmica do confinamento num determinado período, bem como avaliar as suas repercussões futuras.


Um dos grandes impactos das forças que irradiaram da pandemia foi a nuance colocada sobre o presente, nesse espaço-tempo que permite a consistência do movimento no fluxo da vida e o encontro e a intensificação das forças vivas do passado e do futuro. Ao gerar diversas crises em simultâneo no mesmo espaço tempo, dificultou a perceção à escala macro. Algo que só teria paralelo nas duas guerras mundiais. A crise relacionada à pandemia Covid-19 parece ser a terceira, pois tem recortes globais e quase nenhum país escapou. O problema dessa crise foi o seu imediatismo, fator esse que constitui a grande diferença em relação às outras crises.


O confronto com a “verdade” pandémica (histórica e científica) no conforto do ecrã pode ter acelerado o futuro, colocando-o à mercê de processos sócio históricos que já estavam em curso. Uma vida mais digital é já um indício. Porém, não se vislumbram, a curto, médio ou longo prazo, grandes correções dos atuais e anteriores desequilíbrios sociais e económicos a um nível global. O certo é que o futuro será (ainda mais) incerto do que o normal. Será este um novo normal, induzido por um intelecto tecnológico que estava em crescendo, que aproveitou a compressão espácio-temporal para acelerar?


Esta comunicação pretende sugerir pistas para esta questão, bem como demonstrar a presença do imaginário das pandemias passadas na atualidade, observando assim a forma como nos apropriamos dessas memórias para criar soluções e práticas no presente.

Palavras-chave:Pandemia Covid-19; Pandemias ao longo da história; Memória; Tempo; Espaço

Três por todos! A rádio e o audiovisual em tempos de pandemia Rita Curvelo (FCH-UCP)

Desde o seu aparecimento, há mais de um século, a rádio é o meio de comunicação que mais se tem reinventado, primeiro perante da chegada de novos média, como a televisão, depois com o surgimento da internet, nos anos 90, e finalmente com o aparecimento das redes sociais, já no século XXI. Com efeito, face à emergência da web, a rádio pode atualmente ser lida no site, vista em streaming e em podcast, e participada através das redes sociais.


Inovar não é, portanto, uma novidade para o meio sonoro e também não é apanágio das rádios mais jovens. A comprová-lo, a Renascença, com mais de 80 anos de existência, foi pioneira ao conceber e transmitir uma emissão ininterrupta de mais de 50 horas, a partir de um estúdio móvel instalado na Praça do Rossio em Lisboa, a que deu o nome Três por todos.


Foram mais de dois dias (entre 16 e 18 de Junho) ao vivo e em direto com as mesmas três locutoras, numa emissão durante a qual a equipa não dormiu, como forma de mobilizar a sociedade para a necessidade de um forte apoio financeiro aos artistas, técnicos, promotores de eventos musicais e outros setores da cultura, que viram os seus espetáculos cancelados por causa da Covid 19.
Nunca esquecendo a sua matriz solidária, a Emissora Católica e o programa Três por todos cumpriram um desafio inédito: realizar o maior programa de rádio de sempre, conduzido pelas três locutoras da manhã e contando com o apoio, nos bastidores, de produtores, técnicos de som, e imagem, de edição áudio e de vídeo.


Num tempo de distanciamento social, a rádio, também ela afetada pela pandemia com um decréscimo de receitas em publicidade, provou ser, uma vez mais, o elo de ligação entre ouvintes, seguidores e espetadores dispersos geograficamente, através de um programa multimédia e multiplataforma, que contemplou atuações ao vivo, momentos de humor, entrevistas, leilões online, reportagens de rua e a presença de vários artistas e personalidades em estúdio.


É este fenómeno disruptivo que o presente artigo procura analisar. Para o efeito, foi realizado um estudo aprofundado da construção de Três por todos da Renascença, que recorreu à análise do guião da emissão e respetivo alinhamento musical, e a entrevistas aos principais intervenientes desta iniciativa – diretor de programação, animadoras, produtores e técnicos – procurando apurar como se operacionalizaram 51 horas de programa outdoors, quantas pessoas estiveram envolvidas no processo, como foi divulgada e apoiada esta ação, e quais os custos de produção de um evento desta natureza, quando o próprio setor da rádio precisa de investimento.
A partir desse estudo, apresentam-se os resultados do impacto e envolvimento que este programa-maratona non stop levado a cabo por uma emissora privada teve, com números de audiência e montantes angariados para a União do Audiovisual, numa altura em que os profissionais do espetáculo continuam a manifestar-se contra a falta de incentivos do Estado, condenando a ausência de uma estratégia nacional concertada que apoie o setor da cultura.

Palavras-chave: Rádio, Renascença, disrupção, audiovisual, pandemia

Brasileiros(as) em Portugal: a reconfiguração de práticas comunicativas durante a pandemia Letícia Figueiredo Campos (FL-UC)

Face à pandemia da Covid-19, que emergiu com caráter acontecimental apanhando a todos/as de surpresa ao introduzir mudanças profundas no quotidiano das  pessoas, a internet adquiriu centralidade e se tornou imprescindível. Seja como fonte de informações sobre os riscos da doença, o alastramento do vírus, as medidas oficiais adotadas, ou para trabalhar, realizar reuniões, assistir aulas, interagir com os amigos e/ou familiares, participar de eventos virtuais, comemorar aniversário e até atender à consultas médicas, seus usos desencadearam situações que até então eram incomuns.

Para quem encontra-se distante de “casa”, a viver em um país estrangeiro, as partilhas de sociabilidade, sentimentos e emoções por meio das redes sociais, plataformas de chat e vídeo, ajudaram no enfrentamento desta experiência inusitada. Este é um dos resultados apontados por um inquérito on-line composto por 39 questões e compartilhado em quatro grupos privados do Facebook destinados aos brasileiros/as que residem em Portugal, nos concelhos onde a presença migratória deste coletivo é mais expressiva. A fim de aprofundar nas respostas, foram conduzidas entrevistas semiestruturadas com aqueles que disponibilizaram contatos e se voluntariaram a contribuir com a pesquisa. A idade dos entrevistados situa-se entre os 25 e os 42 anos, representativa de ambos os sexos.

Este trabalho pretende apresentar os primeiros apontamentos de uma investigação de doutoramento que busca refletir sobre o quadro experiencial dos/as migrantes brasileiros/as residentes em Portugal, no âmbito da comunicação interpessoal, do compartilhamento de informações e do uso das redes sociais durante o primeiro estado de emergência provocado pela pandemia, em vigor de 09 de março à 02 de maio de 2020.

A escolha por enfocar nesta nacionalidade é justificada pelo relatório do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), referente ao ano de 2019, que registra um aumento de 43% no número de imigrantes brasileiros/as comparado com a 2018. Segundo os dados, atualmente vivem no país 151.304 brasileiros/as – isso, sem contar com aqueles/as que possuem cidadania europeia ou estão em processo de documentação.

Amparamo-nos na abordagem teórica do Paradigma das Mobilidades (Urry, 2007; 2011) que se apoia ao fato de que há um rompimento nas estruturas fixas e estáticas e que as práticas comunicacionais estão sendo transformadas com o acesso às Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs). Já a noção de experiência sucede da pragmática do acontecimento abordada por Quéré (2011), que defende que a natureza imprevisível, disruptiva e contigente, ganha concretude enquanto uma vivência subjetiva que se constrói tanto no nível da individualização quanto em termos da coletividade.

Palavras-chave: Acontecimento; Covid-19; Imigração; Pandemia; Redes sociais;


Disrupção da Comunicação: a Farmácia Comunitária em Tempos de COVID19 Marta Lopes (ULHT) & Luís Lourenço (Central Pharma Group)

Quando o mundo inteiro se fechou em casa num modelo de confinamento inédito em Portugal, encerrando praticamente toda a atividade económica, as farmácias comunitárias mantiveram as portas abertas para dar resposta às necessidades de saúde da população.

A rápida expansão do COVID-19 apresentou um desafio sem precedentes na comunicação do setor da saúde (Carico, Shepparad and Thomas, 2021) obrigando a uma flexibilidade e capacidade de resposta por parte de farmacêuticos e marketeers. Com a legislação a mudar a um ritmo alucinante e a existência de informações constantes e, por vezes, contraditórias, as farmácias comunitárias foram obrigadas a desenvolver uma comunicação disruptiva face aos padrões existentes.

Um setor tradicionalmente lento a dar resposta às solicitações do mercado, a comunicar com os seus utentes ou a adotar modelos de marketing digital como o Facebook (Westerfield and Cain, 2019) teve, num curto espaço de tempo, de adaptar metodologias de trabalho, alterar procedimentos internos ou gerir novas equipas enquanto procurava comunicar com os seus clientes que estavam ávidos de informação.

A proposta deste artigo é analisar, de uma forma abrangente, como a legislação condicionou a comunicação nas farmácias e impactou os investimentos tradicionais de marketing. Por outro lado, pretende-se perceber a emergência dos novos modelos de negócio, como a entrega de medicamentos ao domicílio e o comércio eletrónico, analisando a forma como estes negócios comunicaram com os clientes.

A pesquisa adota uma metodologia de estudo de caso porque é a melhor quando se pretende descrever uma situação no seu contexto (Yin, 2003) e quando queremos saber o “como” e o “porquê” de acontecimentos contemporâneos (Yin, 2003; Eisenhardt e Graebner, 2007). O estudo de caso incide sobre um grupo que possui 3 farmácias comunitárias na região da grande Lisboa.

Para assegurar a qualidade da pesquisa, adota-se os principais critérios de aferição: para a validade interna os padrões de correspondência (Eisenhardt, 1989) e a triangulação de teorias (Yin, 2003); para a validade do constructo o uso de múltiplas fontes de evidências (Yin, 2003; Eisenhardt, 1989) e o estabelecimento de uma cadeia de evidências (Yin, 2003); e para garantir a fiabilidade, realiza-se um protocolo de estudo e uma base de dados com a catalogação de todas as evidências (Yin, 2003).

Os dados preliminares apontam para o reforço do comércio eletrónico na venda de produtos de saúde (medicamentos sujeitos e não sujeitos a receita médica; produtos de saúde e bem-estar e suplementos alimentares) e para uma completa transformação digital na farmácia comunitária. A esta mudança acresce um aumento exponencial de investimento em redes sociais – Facebook e Instagram – que acompanham os novos modelos de negócio e criam comunicações disruptivas para o setor. Denota-se uma aposta em conceitos inovadores sem questionar dogmas e com um cuidado extremo na fiabilidade das fontes de informação utilizadas.

Palavras-chave: Comunicação Disruptiva; Redes Sociais; COVID19; Farmácia Comunitária.

A tecnologia no ensino público e privado em tempos de COVID 19, o estudo de duas escolas da Área Metropolitana de Lisboa Carla Cruz, Cristiana Ruivo & Fábio Anunciação  (ISCSP-UL)

Em dezembro de 2019 o mundo começou a enfrentar os efeitos de uma pandemia causada pela COVID-19, exigindo medidas de isolamento e distanciamento social que atingiram os diferentes setores da sociedade. O setor da educação não foi exceção e o ensino tradicional presencial foi substituído pelo ensino online. Em Portugal, as escolas encerraram no dia 16 de março de 2020, trazendo vários desafios pedagógicos, quer pela necessidade de uma rápida adaptação quer pela desigualdade no acesso aos meios para o ensino online. A tecnologia e as plataformas digitais assumiram uma importância especial nesta nova realidade escolar. As atividades de aprendizagem registaram um aumento a nível nacional, com a duplicação de utilizadores que comunicam com os professores ou colegas através de portais educativos. A partir do determinismo tecnológico ao determinismo digital e da teoria dos usos e gratificações, pretendeu-se compreender os processos de ensino-aprendizagem e relacional com recurso a plataformas digitais, na Escola Secundária José Saramago e no Colégio Miramar, durante o primeiro estado de emergência em Portugal. Segundo o ranking anual de classificação das escolas para 2020, o Colégio Miramar aparece em 91º lugar e a Escola Secundária José Saramago na 210º posição. Ambas pertencentes ao concelho de Mafra, foram selecionadas no intuito de comparar a adaptação do ensino público e do ensino privado, tendo em conta este diferencial pedagógico. Utilizou-se o método misto, através da aplicação de um inquérito por questionário a uma amostra não probabilística de alunos de ambas as escolas e de entrevistas semiestruturadas aos respetivos professores. Os alunos da escola privada afirmaram com mais intensidade a importância da utilização destas plataformas para aprender, uma vez que todos as utilizaram nesse período. Porém, tanto os alunos da escola pública como os do colégio privado consideraram o ensino online menos produtivo. O conforto, o acesso fácil aos conteúdos, a maior flexibilidade (colégio privado) e o menor dispêndio de tempo (escola pública) foram as vantagens identificadas. Já a sobrecarga de atividades (com grande impacto na escola pública), dificuldade de concentração e o cansaço foram as principais desvantagens percebidas pelos inquiridos. Apesar disso, consideraram que não tiveram piores resultados escolares. Os alunos do colégio usaram as plataformas essencialmente para estudar, enquanto que os colegas da escola pública também as usaram para jogar e aceder às redes sociais. Em ambas as escolas, os alunos não colocaram como prioritário a falta de convivência com os colegas. Já em relação às perceções dos professores este período foi importante para perceber que a adaptação ao ensino online com as plataformas digitais foi um sucesso, apesar de não ter havido formação e do acréscimo de tempo despendido pelos professores. A interação com os alunos requereu um maior esforço do professor para cativar a atenção e estimular a sua participação nas atividades. A avaliação foi formativa, tendo-se evidenciado uma preocupação geral por um método de avaliação fidedigno e honesto.

Palavras-chave: plataformas digitais, tele-estudo, escola pública e privada, processo de ensino-aprendizagem, relações sociais

Geração Z e dependência do online em contexto pandémico Patrícia Silveira (UE/UM/CECS) & Simone Petrella (UCP/UM/CECS)

Os media digitais e a Internet integram, hoje, o quotidiano dos indivíduos, particularmente dos mais jovens. Se, no cômputo geral, a compreensão dos consumos mediáticos no que às crianças e jovens diz respeito, é consistente no cenário académico nacional e internacional, é necessário compreender-se, de forma robusta, as práticas online de jovens a iniciar a idade adulta e a implicação destas para o âmbito dos seus contextos pessoais, sociais, políticos, académicos e profissionais. No âmbito desta problemática, é de particular interesse aprofundar a possibilidade de o tempo excessivo de utilização da Internet poder acarretar riscos para a saúde destes utilizadores. Com a evolução tecnológica e a facilidade de acesso a estas plataformas nos países desenvolvidos, a tendência é para que o tempo que os jovens permanecem ligados a estes dispositivos aumente, podendo ter sérias implicações no que toca aos riscos para a saúde ao nível da dependência comportamental (DSM-5, 2013). Sendo esta problemática sobretudo investigada no campo das Ciências da Saúde e das Ciências Humanas, consideradas as pioneiras na compreensão do fenómeno da Internet Addiction Disorder (Goldberg, 1995), reclama-se por um entendimento e discussão mais consistentes desta questão no âmbito das Ciências Sociais, e particularmente das Ciências da Comunicação.


Esta problemática torna-se particularmente relevante no atual contexto pandémico, em que se assiste à configuração de novos quotidianos e de novas formas de estar, de socializar, de estudar e de trabalhar, que podem, como consequência, resultar no aumento da frequência de acesso e do tempo de consumo online. Esta investigação tem, assim,  como objeto as perceções de jovens adultos universitários – entendidos como geração Z – sobre as suas práticas mediáticas digitais, em especial durante a pandemia, e as consequências da conexão permanente a estes novos formatos para o desenvolvimento do risco de dependência comportamental expresso através de fatores de risco como alterações de humor, intolerância, irritabilidade e depressão, distúrbios de sono, perda de concentração, fragilidade emocional, isolamento social, entre outros. Contextualizando a abordagem nos estudos da Comunicação, esta pesquisa tem por base a procura pelo equilíbrio das premissas da Mass Communication Research e das teorias socioculturais, deslocando a atenção da tecnologia para os públicos e dando enfâse a circunstâncias pessoais e contextuais.


Metodologicamente, foram aplicados inquéritos por questionário a uma amostra de 400 jovens adultos universitários (média de idade de 19,6 anos). Os resultados apontam para um aumento da dependência em relação à Internet durante o confinamento. Sendo verdade que a realização de trabalhos académicos é indicada como uma das razões para este crescimento, particularmente num contexto de aulas marcado pela predominância do online, destaca-se que os inquiridos procuraram o mundo online de forma significativa para passar o tempo e escapar à rotina. Neste sentido, não podemos deixar de realçar que mais de metade dos jovens adultos que respondeu ao questionário considera que a Internet é indispensável em algumas ocasiões da sua vida, da mesma forma que confessam que sentem algumas das consequências do uso excessivo, como sejam a adição aos sites de redes sociais ou as perturbações de sono.

Palavras-chave: media; jovens; dependência; online; pandemia.